O pastor Ed René Kivitz, líder
da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo, abordou temas como frustração e
indignação por insucessos num artigo publicado em seu blog.
Segundo Kivitz, “a
fé não tem a ver com certezas, mas com confiança”, e que é normal ter mais
perguntas que respostas: “Jesus também fez uma pergunta e não obteve resposta.
O que lhe doía não era a falta de explicações, mas o desamparo. No dia da
tragédia não precisamos de respostas, precisamos de alguém. Deus é suficiente
para compreender nossa perplexidade, assumir posição de réu sob nossas dúvidas,
e sofrer o peso da nossa dor”, escreveu o pastor.
É necessário,
segundo o pastor, que o ser humano assimile o sofrimento, para que deste
sofrimento surja pontos positivos e frutíferos: “Preciso acolher meu sofrimento,
dar a ele boas vindas, permitir que a tragédia faça seu caminho até o mais
profundo do meu coração, fazer com que a dor traga de volta lembranças abafadas
pela correria da vida, promova arrependimentos, desperte sonhos adormecidos,
traga para a luz memórias de afeto e alegria”.
Ed René Kivitz
lembra ainda que “Jesus também chorou diante da morte”, e pontua que “Deus é
suficiente para nos outorgar perdão, redimir palavras e gestos, recolher as
palavras e gestos que jamais deveriam ter ganho concreção, e dar destino ao que
ficou por dizer e fazer”.
As mazelas
sociais, segundo o texto de Kivitz, são fonte de indignação, mas não podem
conduzir à descrença: “Eu também fico indignado. Também não me conformo com os
desmandos de um país que agoniza sob incompetências, negligências, imperícias,
imprudências, e, principalmente, a corrupção sistêmica e a injustificada
impunidade. Mas não vou permitir que isso me torne cínico e cético”, orienta o
pastor, que emenda sugerindo remédio contra a desesperança: “Vou dar mais
ouvidos aos idealistas, me agarrar às forças das utopias, me deixar levar nas
asas da esperança. Vou arregaçar as mangas, arar a terra e semear o solo regado
com o sangue dos justos e inocentes”.
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