Ó Deus, todos nós, seis
bilhões de terráqueos. nos extraviamos e nos corrompemos desde a queda. Estamos
dentro de um circulo vicioso, do qual não conseguimos escapar. Estamos todos
doentes demais para sermos curados. Não sabemos amar, não sabemos perdoar, não
sabemos nos conter. Semeamos mais o mal do que o bem. Não praticamos a justiça.
E o mal que semeamos tem se virado implacavelmente contra nós. estamos todos
Perdidos.
Perdoa
o Holocausto, o ataque de surpresa de Pearl Harbor, o lançamento da bomba
atômica a Hiroshima, o atentado terrorista do dia 11 de setembro e o bombardeio
ao Afeganistão. Perdoa as agressões bélicas e as respostas bélicas, a guerra
santa e a guerra não santa, a guerra declarada e a guerra assimétrica.
Perdoa o sangue que tem sido
derramado sobre toda a terra desde o assassinato de Abel. Perdoa as
invasões moura, as cruzadas, o colonialismo, a escravatura, o comunismo,
o nazismo, o imperialismo e o terrorismo. Perdoa o nacionalismo exacerbado e a
violência desmedida. Perdoa o ateísmo e o fanatismo religioso. Perdoa os
cristãos e os muçulmanos.
Perdoa as mentiras diplomáticas, a
hipocrisia diplomática, os conchavos diplomáticos e as propinas diplomáticas.
Perdoa
o crime organizado, o narcotráfico, a pornografia, o turismo sexual e o abuso
infantil. Perdoa a riqueza mal adquirida e mal repartida. Perdoa a opressão e a
discriminação racial, social e religiosa.
Perdoa
os governantes soberbos, os cientistas soberbos, os pensadores soberbos, os milionários
soberbos, as nações soberbas e a imprensa soberba.
Perdoa
os poderosos que se arregimentam e conspiram contra Ti para se livrarem dos
teus laços e quebrarem as tuas algemas.
Ajunta,
ó Deus, nossos ossos secos, faz crescer a carne sobre eles e vivifica-nos mais
uma vez. Pois estamos todos espiritualmente mortos em transgressões e pecados.
Amém
Texto retirado da revista Ultimato de Dezembro 2001
Texto retirado da revista Ultimato de Dezembro 2001
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