Eu também tenho mais perguntas do que respostas. Mas das respostas já
não faço questão. Madame Guyon disse que “se as respostas às perguntas
da vida são absolutamente necessárias para você, então esqueça a viagem.
Você nunca chegará lá, pois esta é uma viagem de incógnitas, de
perguntas sem resposta, de enigmas, de coisas incompreensíveis e,
principalmente, injustas”. Andamos por fé. A fé não tem a ver com
certezas, mas com confiança. Confiança em Deus, seu caráter justo,
amoroso e bom. Jesus também fez uma pergunta e não obteve resposta. O
que lhe doía não era a a falta de explicações, mas o desamparo. No dia
da tragédia não precisamos de respostas, precisamos de alguém. Deus é
suficiente para compreender nossa perplexidade, assumir posição de réu
sob nossas dúvidas, e sofrer o peso da nossa dor. Assim creram os
antigos: Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na
tribulação, pois nem a morte, pode nos separar do amor de Deus que está
em Cristo Jesus, nosso Senhor.
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